Apple compra empresa de IA israelita, Q.AI por 2 mil milhões de Dólares

    Nesta quinta-feira, a Apple anunciou a compra de uma startup de inteligência artificial, mais concretamente a Q.AI, que de acordo com o veículo de imprensa Financial Times, custou cerca de 2 mil milhões de Dólares, sendo a segunda maior aquisição da história da empresa, ficando apenas a trás da aquisição da Beats, em 2014, por 3 mil milhões de Dólares. 
    Esta startup de Israel que tem como fundador Aviad Maizels, faz tecnologia que analisa expressões faciais, e micro-expressões, de forma a entender o que os utilizadores estão a querer dizer, sem necessariamente dizer palavras. 
    Com esta aquisição a Apple pretende diminuir a distância que tem em termos de tecnologias de inteligência artificial, para as outras Big Techs, como OpenAI, Meta e Google, trazendo não só o know-how, e a tecnologia da empresa, que pode ser aplicada em várias áreas dos sistemas da empresa. 
    Um exemplo de onde pode ser aplicada, é no FaceTime, ou em outras aplicações de reunião, integrada com funções de acessibilidade, dizendo a pessoas com deficiência visual, que expressões os restantes intervenientes têm, e se parecem estar contentes, tristes, confusos, e todas as outras expressões, e micro-expressões, que fazemos, e que transmitem sentimentos, mesmo quando não falamos. Também em aplicações como a Lupa e câmara esta tecnologia pode ser útil, ajudando a indicar a quem não vê, ou vê mal, qual o momento ideal para tirar uma fotografia, ou então como está a expressão de uma pessoa durante uma conversa. 
    Com a chegada de óculos de realidade Aumentada (AR), nos próximos anos, esta tecnologia pode ser ainda mais importante na vida de muitas pessoas com deficiência, uma vez que os óculos estão na cara, e sempre connosco, não necessitando de estarmos a agarrar-los, como fazemos com o iPhone, ou pendurados ao pescoço com a câmara voltada para a frente, para nos poder auxiliar. Tendo os óculos uma câmara, assim como têm os Reyban Meta Display, com poucos toques, ou através de voz podemos pedir ao aparelho para nos auxiliar a ler as expressões faciais de uma pessoa durante uma conversa em tempo real, podendo nós assim adaptar o nosso  comportamento à situação, e adaptar a conversa como bem entendermos. 
    Para concluir, o fundador Q.AI, já tinha criado uma outra empresa, a PrimeSense, que também foi adquirida pela Apple em 2013, por cerca de 200 a 300 milhões de Dólares, e que fez o FaceID chegar aos aparelhos da marca. Agora, novamente teve a sua empresa comprada, pela mesma marca, outra vez com uma tecnologia revolucionária, e que pode ter um grande impacto na vida de muita gente, assim como o FaceID teve. 



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