John Ternus - O novo CEO da Apple, e o impacto na acessibilidade da empresa
Nesta segunda-feira, dia 20 de abril, a Apple anunciou a sua segunda transição de CEO da sua era moderna. Tim Cook, CEO desde 2011, nomeado por Steve Jobs deixará o cargo em 1 de setembro deste ano, passando a ser Presidente do Concelho de Administração da empresa. Quem o substituirá será John Ternus na Apple desde 2001. Neste artigo veremos no que esta transição poderá impacto na área de acessibilidade da empresa.
Tim Cook sendo ele um mestre de logística e cadeia de suprimentos, tendo sido contratado por Jobs para o cargo, foi quem tornou uma empresa de 300 mil milhões de dólares, em uma empresa de 4,01 Biliões de Dólares. Contudo, ele não é um homem de produto, à moda clássica da maçã, como Jobs era, ou Johny Ive. Ele tem mais receio de arriscar, pois olha mais para a eficiência e custos, preferindo esperar para ver o que os outros fazem, na maioria das vezes, do que arriscar e dar errado. Por outro lado, ele foi escolhido pelo próprio Jobs para o suceder no cargo, e fez um ótimo trabalho ao fazer a Apple crescer em valor de mercado e em estabilidade financeira.
Agora que a marca já está bem estabelecida no mercado, assume um homem com um potencial de inovação maior, mesmo não sendo um visionário. John Ternus é de formação um engenheiro mecânico, o que o leva diretamente ao hardware.
Ternus entrou na Apple em 2001, com Jobs como CEO, para a equipa de Design da Apple, tendo trabalhado inicialmente no Apple Cinema Display. Em 2013 foi promovido para Vice-Presidente de Engenharia de Hardware, supervisionando o hardware de produtos como o Mac e o iPad. Em 2020 acumulou ainda o Hardware do iPhone. Em 2021, por fim foi promovido para Vice-Presidente Senior de Engenharia de Hardware, juntando-se assim à equipa executiva da Apple.
Mas o que esta mudança impacto no campo da acessibilidade? Tem um potencial de impacto grande, principalmente no hardware e em IA. No hardware, a marca poderá investir mais rapidamente em campos e tecnologias que com Tim Cook não investiria, por medo de arriscar, como é, por exemplo, os óculos de realidade aumentada, realidade virtual, (não estou a falar dos Vision Pro), mas sim óculos semelhantes aos que a Meta apresentou à algum tempo, como protótipos, e que se fossem para produção atualmente, custariam cerca de 10000$, sendo que a tecnologia ainda é bastante dispendiosa, e a Apple conseguiria tornada mais acessível através da sua escala. Estes óculos contêm ecrãs no lugar das lentes, (os Rey-Ban Meta Display)ainda funcionam com lentes). Óculos deste género têm o potencial de auxiliar muitas pessoas, principalmente com deficiência visual a ver o mundo ao seu redor. Por exemplo, com um bom reconhecimento de voz, uma pessoa pode pedir ao sistema para dar zoom em algo ao redor, e os óculos, como têm câmaras, conseguem fazê-lo, e mostrar a imagem nos ecrãs em tempo real. Ainda, com investimentos em IA (que Ternus é mais favorável do que Cook), as descrições do VoiceOver, podem tornar-se ainda melhores e em tempo real.
Ainda em AI, como Ternus é mais favorável a investimentos nesta área, poderemos ver finalmente a marca a alcançar as concorrentes, como Samsung e google com os seus próprios modelos, que garantam a privacidade dos seus utilizadores, como ela tem defendido desde sempre, mas que devido a falta de investimentos no tema, viu-se obrigada a fazer acordos com Google e Open AI, para ter algo semelhante ao básico que as concorrentes oferecem.
Ou seja, com Ternus como CEO da Apple, poderemos ver de novo a apple a lançar-se em categorias de produtos novas, e de uma forma que só ela sabe fazer "It just works", ou seja, "simplesmente funciona".
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