iPhone 18 Pro Max Review de acessibilidade
O novo iPhone 18 Pro Max volta a provar que a inovação da Apple ganha um sentido superior quando colocada ao serviço da acessibilidade e da autonomia no dia a dia. No passado dia 18 de Setembro, os novos modelos da marca foram lançados em todo o mundo. Desde esse dia estou a testar o modelo maior da gama.
O iPhone 18 Pro Max possui um ecrã de 6,9 polegadas OLED, com
resolução de 2868 x 1320 pixels, o que permite ampliar o ecrã sem perder muitos
detalhes nas imagens, e tendo um bom contraste a todo o momento,
independentemente do conteúdo que estamos a visualizar.
Para baixa-visão, este tamanho do ecrã do Pro Max é o indicado, uma vez
que o conteúdo fica com um tamanho maior, e ao ampliar com as câmaras, vai ver
o conteúdo também com mais detalhe devido ao espaço extra, contudo, para quem
tenha mãos mais pequenas, ou tenha receio de andar com um smartphone tão
grande, o mais indicado seria o 18 Pro, que possui um ecrã de 6,3 polegadas,
com resolução de 2622 x 1206 pixels, que possui a mesma qualidade do modelo
maior, mas em um corpo menor, o que para quem não vê não faz diferençaO OLED,
que está em todos os modelos, é o melhor ecrã para quem tem baixa-visão, devido
ao seu alto contraste e alto brilho, que dão uma excelente visibilidade.
Para outras deficiências, que não a visual, os tamanhos de ecrã não são tão
relevantes, uma vez que não necessitam de visualização de conteúdo maior.
Apesar disto, para pessoas com motricidade reduzida, o tamanho do dispositivo
pode influenciar a forma de utilização, e o seu conforto.
Falando agora do desempenho (uma das partes mais relevantes
para acessibilidade), pois permite que o iPhone corra funções de Inteligência
artificial e outras funcionalidades pesadas, que estão cada vez mais presentes
durante mais tempo sem perder desempenho. O processador deste ano é o A20 Pro,
que comparado com o ano passado trás um alto nível de melhoria (não perceptível
no uso diário, por enquanto), mas que no longo prazo pode vir a ser notado,
conforme as aplicações e sistemas vão ficando mais pesadas e exigentes. Funções
como a descrição offline do VoiceOver, o Reconhecimento de sons e de nomes,
rastreamento de olhos e de cabeça, a voz pessoal, controlo por voz, beneficiam
deste nível de processamento elevado. Funcionalidades online também tiram
proveito desta velocidade, pois quanto menos tempo o sistema demora para
receber e enviar informações, mais rápida vai ser a resposta ao utilizador (funções
como o “Perguntar” na aplicação Lupa, ou ao usar o botão de ação, que ainda não
está disponível em Portugal devido a questões com a União Europeia, mas que já estou
a testar) tiram este benefício. Esta
funcionalidade veio com o IOS 27 e usa a câmara em qualquer parte do sistema
para entender o ambiente ao redor e descrever em formato áudio, e por texto o
ambiente. O utilizador pode ainda colocar questões sobre o mesmo na sequência,
tanto por escrito como por voz. Ou seja, todos os recursos que se beneficiam de
inteligência artificial e aprendizagem de máquina podem tirar partido desta
velocidade extra durante mais anos. Para se ter a noção do poderio do novo
processador, de um ano para o outro, há uma melhoria de 20% no desempenho da
CPU (o cérebro principal do dispositivo), de 40% na GPU (parte responsável
pelos gráficos) que vem também com partes responsáveis por inteligência
artificial, e dois processadores dedicados para inteligência artificial, em vez
de um. Para concretizar, o iPhone 17 Pro Max, em testes de desempenho, possui
uma pontuação em um único núcleo de CPU de 3320 pontos, e em múltiplos núcleos
de 9288 pontos. O iPhone 18 Pro Max possui 3995 pontos e 11195 pontos,
respetivamente, o que significa um aumento de 20,5% no desempenho. Em GPU, o
iPhone 17 Pro Max pontuou, aproximadamente 42699 pontos, enquanto o 18 Pro Max
62088 pontos, o que significa uma evolução de 45,4%. Estes aumentos expressivos
podem ter um impacto futuro na capacidade e longevidade dos aparelhos.
Em termos de memória RAM, ambos os modelos vêm com 12GB de RAM, tendo
256GB de armazenamento, até 2TB. Esta capacidade de RAM é particularmente
importante numa altura em que corremos nos nossos dispositivos modelos de
linguagem pequenos, e que para funcionarem corretamente necessitam de uma
grande capacidade de RAM, e com a sua evolução ainda mais. Em armazenamento, os
256GB são nos dias atuais o mínimo que qualquer pessoa deve ter no seu
dispositivo.
Agora falando as câmaras, os iPhone 18 Pro e Pro Max têm três câmaras
traseiras de 48MP, ou seja, com uma resolução elevada, que permite ampliar sem
perder qualidade de imagem, o que é benéfico para quem tem problemas visuais.
Contudo, para quem não vê, também é benéfico, pois permite a aplicações
externas, como o Be My Eyes, e aplicações do sistema como a lupa, e outras
capturarem imagens com mais detalhe, e por conseguinte descreveras melhor.
Possui ainda uma câmara frontal de 18MP com um sensor quadrado, que permite
tirar fotografias em formato horizontal, mesmo estando com o smartphone na
vertical, o que facilita o manuseio do dispositivo ao tirar uma foto com várias
pessoas, principalmente para quem tem menos mobilidade e facilidade de colocar
o dispositivo na horizontal e tirar uma foto, mesmo com um dispositivo do
tamanho do Pro Max, mas por vezes também do tamanho do Pro, mesmo este último
sendo mais pequeno.
As fotografias apresentadas mostram uma alta capacidade de
captação de
luz, e de detalhes, tendo capacidades de captar esses detalhes em partes
escuras e claras, na mesma imagem, permitindo que pessoas que vejam mal tirem
boas fotos para ver o que as rodeia, tanto de dia, como de noite, o que
evidencia o bom trabalho do sensor de imagem de processamento. Quanto melhor
for o sensor, mas principalmente o processamento da imagem, independentemente
da situação de luz, melhores vão ficar as imagens capturadas. Nos nossos dias,
as câmaras são das partes de um smartphone que os utilizadores mais têm em conta ao escolher um novo, sendo
que pessoas com baixa visão e cegueira também as devem ter em conta pelas razões
referidas anteriormente, não devendo descorar a escolha das mesmas.
Em relação a bateria, o iPhone 18 Pro Max tem a maior bateria já
colocada num iPhone, e o 18 Pro tem a mesma bateria do 17 Pro Max. Esta evolução
permite que funcionalidades de acessibilidade que usem mais processamento, e
consequentemente energia, como aplicações de inteligência artificial no
dispositivo consigam ser usadas por mais tempo.
No iOS 27, como foi referido anteriormente, foram integradas
diversas novas funcionalidades de acessibilidade, como “Perguntar”, “Descrição de
cenário detalhada”, contudo muitas delas ainda não estão em Português devido a
restrições regulamentares da União Europeia, contudo espera-se que com o passar
do tempo estas funcionalidades sejam disponibilizadas para os utilizadores do
velho continente.
Para concluir, os iPhones 18 Pro e Pro Max são aparelhos poderosos que
podem auxiliar diversas pessoas com deficiência no seu dia-a-dia, possuindo um
desempenho consistente e elevado, o que significa que com o passar do tempo
eles vão suportar aplicações pesadas, sejam elas nativas, ou externas. Possuem
boas câmaras, que permitem a pessoas com deficiência visual ver o mundo, em
muitos dos casos com mais clareza, do que com os próprios olhos. A bateria (no
caso do 18 Pro Max, que estou a usar), consegue aguentar um uso intenso de
acessibilidade sem que eu chegue ao fim do dia sem carga, e o iOS, como desde à
muito tempo é o sistema ideal para acessibilidade, não só pelas funcionalidades
já integradas, mas também pelas que virão futuramente e que auxiliarão ainda
mais.






Comentários
Enviar um comentário